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Igreja «nunca aceitará» casamento homossexual, diz D. José Policarpo. Rádio TSF. PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   
Sexta, 22 Janeiro 2010 22:23

D.José Policarpo frisa que a Igreja «nunca aceitará» o casamento entre homossexuais e propõe um organismo coordenador da luta contra a pobreza

 

Peça áudio por Manuel Villas-Boas 

 

O cardeal patriarca de Lisboa afirmou, esta sexta-feira, que a Igreja «nunca aceitará» o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, argumentando que a família se baseia no «contrato entre um homem e uma mulher», «onde acontece a procriação».
   
D. José Policarpo escolheu o dia de São Vicente, principal padroeiro de Lisboa, para, numa homilia na Sé Patriarcal, declarar que «não se salvará a cidade se não se salvar a família». 
 
Esta é a primeira intervenção pública do cardeal patriarca de Lisboa após a polémica em torno da inclusão de casamentos entre homossexuais nos casamentos de Santo António, admitida pelos serviços camarários e depois recusada pelo presidente da Câmara de Lisboa, António Costa (PS).

«Ajudar a família é, antes de mais, respeitá-la na sua dignidade e na sua natureza antropológica de instituição baseada no contrato entre um homem e uma mulher, que origine uma comunidade específica, onde acontece a procriação e a caminhada em conjunto na descoberta da vida», declarou D. José Policarpo.
 
«Nessa participação no bem-comum da cidade, a Igreja está com os seus valores próprios», recordou, depois de sublinhar que «o princípio da cooperação entre Igreja e os poderes públicos inspira a nova Concordata».
   
Para o cardeal patriarca, «o projecto de lei, recentemente votado na Assembleia da República, em ordem a reconhecer que uniões entre pessoas do mesmo sexo são casamento e fundam uma família, altera a dignidade da família natural, levará ao enfraquecimento da sua auto-estima e contribuirá para o enfraquecimento da comunidade familiar».
   
«A Igreja nunca aceitará a equivalência ao casamento das uniões entre pessoas do mesmo sexo, seja qual for o enquadramento legal que, porventura, lhe venha a ser dado», declarou.

Com a aprovação da lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo, o patriarca prometeu um «empenhamento renovado no apoio aos casais, valorizando a complementaridade e a estabilidade dos esposos».

D. José Policarpo sugeriu também a criação de um «organismo coordenador» da luta contra a pobreza na capital, que congregue os esforços de Igreja, Governo, Câmara e Santa Casa da Misericórdia. 
   
Referindo o «volume e a importância das instituições da Igreja nesta resposta à pobreza, nas quais se concretiza, aliás, o princípio da cooperação entre a Igreja e o Estado», o patriarca da capital considerou que «essa cooperação pode aprofundar-se».
   
«Não deveríamos caminhar para um organismo coordenador de todos estes intervenientes na luta contra a pobreza?», questionou.

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