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Casamento homossexual: Plataforma leva nova petição a Parlamento que 'virou costas' a vontade popular. Correio do Minho. PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   
Quinta, 04 Fevereiro 2010 10:01

Por Agência LUSA

 

Depois de o Parlamento ter chumbado uma iniciativa popular de referendo ao casamento homossexual, a Plataforma que a lançou leva hoje à Assembleia uma petição com uma pergunta para os deputados que afirma terem 'virado aos costas à vontade popular'.

'Quantas assinaturas necessitam os senhores deputados para convocar o referendo ao casamento entre pessoas do mesmo sexo?' é a pergunta, subscrita por 'mais de quatro mil pessoas' e que a responsável da Plataforma Cidadania e Casamento, Isilda Pegado, garantiu à agência Lusa 'não ser apenas retórica'.

'Com esta decisão do dia 08 de janeiro, o Parlamento acabou de matar a iniciativa popular de referendo, isto é, nunca mais o Povo acredita numa coisa destas. Esta decisão transforma o referendo num plebiscito, ou seja, só vai a referendo aquilo que o Poder tem a certeza de ganhar', afirmou.

'Isto também foi o que fez Salazar, com a Constituição de 1933', referiu, acrescentando que 'não é isso que os constitucionalistas e os deputados constituintes quiseram'.

'Parece-nos que esta detur pação exige uma clarificação e uma reflexão por parte da Assembleia da República sobre o instituto do referendo', defendeu Isilda Pegado, frisando que numa 'democracia jovem e poucos fóruns de democracia participativa' o referendo 'continua a ter golpes desta natureza'.

A iniciativa popular, que reuniu mais de 90 mil assinaturas, pretendia que fosse referendado o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Isilda Pegado afirmou que o 'virar de costas a uma vontade popular' suscita a pergunta: 'Se 75 mil assinaturas não chegam, quantas são então necessárias?'.

Os defensores do referendo manifestam-se no próximo dia 20 na Avenida da Liberdade, em Lisboa.

A proposta de referendo, votada no plenário da Assembleia, teve os votos contra das bancadas de esquerda, PS, PCP, BE e PEV.

PSD, CDS-PP e as duas deputadas do Movimento Humanismo e Democracia (Maria do Rosário Carneiro e Teresa Venda) votaram a favor e três deputados do PSD abstiveram-se.

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