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Milhares em manifestação a favor do referendo sobre casamento homossexual. SIC. PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   
Domingo, 21 Fevereiro 2010 02:57

Milhares de pessoas desceram hoje a avenida da Liberdade, em Lisboa, e encheram meia praça dos Restauradores, numa manifestação convocada pela Plataforma Cidadania e Casamento a favor do referendo ao casamento entre pessoas do mesmo sexo.

 

Por Agência LUSA/SIC 

 

 

Casamento é entre homem e mulher" e "a família unida jamais será vencida" foram algumas das palavras de ordem ouvidas enquanto a manifestação, que partiu pouco depois das 15h da praça do Marquês de Pombal, descia a avenida mais conhecida de Lisboa.

Segundo disse fonte da organização à agência Lusa, estiveram presentes na manifestação "mais de cinco mil pessoas".

Os agentes da PSP presentes no local não adiantaram qualquer número, remetendo para o comando distrital da corporação, o qual não foi possível contactar até ao momento.

Junto ao cinema São Jorge, sensivelmente a meio da avenida da Liberdade, uma pequena 'contra manifestação' com cerca de meia centena de pessoas, esperava a iniciativa organizada pela Plataforma Cidadania e Casamento, o que gerou alguma tensão e levou à mobilização de um maior número de agentes para o local.

Adesão à manifestação mostra que "povo quer ser ouvido". 

Isilda Pegado, da Plataforma Cidadania e Casamento, considerou hoje que o número de pessoas que aderiram à manifestação a favor do referendo ao casamento homossexual é a prova "mais cabal de que o povo português quer ser ouvido".

Em declarações à agência Lusa durante a manifestação que hoje juntou alguns milhares de pessoas na praça dos Restauradores, Isilda Pegado disse acreditar que ainda é possível referendar o diploma que consagra o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

"O processo legislativo está em curso e temos todas as condições para levar em frente um referendo que nos possa dar oportunidade de expressar o modelo de sociedade que queremos", defendeu.

Sobre o papel que o presidente da República deve ter na promulgação deste diploma, Pegado rejeitou fazer qualquer comentário e sublinhou que são o "Governo e a maioria socialista que têm o dever de ouvir o povo".

Já o duque de Bragança, Dom Duarte Pio, disse ser contra a que se designe de casamento a união de duas pessoas do mesmo sexo.

"A minha opinião é que a união de duas pessoas ou mais que queiram viver juntos deveria ser protegida pela lei, ter um estatuto especial, podem ser dois irmãos que querem viver juntos ou duas amigas, agora chamar a este tipo de união casamento é que eu não concordo", referiu.

O duque de Bragança considerou que "em verdadeira democracia" é preciso "dar exemplos de participação como cidadãos".

"Não faz sentido não haver um referendo sobre um assunto que é tão importante e que divide tanto a sociedade portuguesa, eu acho que é o tipo de problema que não pode ser decidido só a nível partidário, o país inteiro tem de ser ouvido", disse.

Já o arquiteto Gonçalo Ribeiro Telles defendeu o referendo por considerar que incide sobre "uma questão que atinge o ser do país".

"Acho que vivemos num país democrático e por isso estes problemas que atingem toda a nossa sociedade, principalmente no ser e não no ter, são fundamentais serem discutidos e referendados", advogou.

Já o presidente do PNR, José Pinto Coelho, apontou o "lóbi gay" como "um inimigo" que "tem uma agenda própria e está aliado à esquerda" e disse estar convencido de que "a imensa maioria do povo português" está contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

"O que faz parte da agenda deles é a promoção da homossexualidade e isso é algo antinatural e algo que mina a sociedade, o chamar-se casamento é indiferente (...) isto é uma minoria ativa, muito bem estruturada, profissional, o lóbi gay, que esta a levar a água ao seu moinho, mas o povo português não concorda com isto", concluiu.

 

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Actualizado em Domingo, 21 Fevereiro 2010 21:11