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Milhares "em defesa da família". Jornal Diário de Notícias. PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   
Domingo, 21 Fevereiro 2010 12:28

Plataforma Cidadania e Casamento exigiu um referendo à lei e consequências políticas da manifestação 

 

Texto de Rita Carvalho

Foto de Goncalo Villaverde

 

manifestantes "O poder não pode alterar a sociedade por decreto." A frase da porta-voz da Plataforma Cidadania e Casamento arranca uma salva de palmas entusiasta aos milhares de pessoas reunidos na Praça dos Restauradores e é intercalada por um coro de jovens que entoam a música We are family. No palco, Isilda Pegado exige o referendo à lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo - já aprovada e a aguardar resposta do Presidente -, e reclama "soberania para o povo". Depois disto, diz ao DN, tem de "haver consequências políticas".

Os discursos e a música animada encerram o protesto que encheu ontem a Avenida da Liberdade, em Lisboa, de defensores da família tradicional e de opositores ao casamento homossexual. Uma adesão que superou as expectativas da organização, que arriscou falar em dez mil participantes.

Na rua vêem-se muitas famílias com crianças, bebés e gente de idade, segurando balões e cartazes onde se pode ler "O Estado não é dono da família" ou "Casamento é entre homem e mulher". Mas a esmagadora maioria são jovens. Desfilam ao lado de religiosas e alguns padres vestidos à civil, pois a Igreja não se quis associar à iniciativa. E de nomes como Marcelo Rebelo de Sousa, D. Duarte, a deputada do PSD Maria José Nogueira Pinto, o deputado do CDS Ribeiro e Castro e o ex-deputado José Paulo Carvalho.

A representar os 25 militares de Abril que escreveram uma carta aberta ao Governo e ao Parlamento a criticar a lei, está o general Garcia Leandro. Sobe ao palco para defender, emocionado, os valores tradicionais da família. "Fico sempre comovido ao ver muita gente a acreditar numa causa", desabafa ao DN, criticando José Sócrates que diz ser "pressionado" pelo Bloco de Esquerda. "Este processo está inquinado e foi tratado com muita superficialidade", diz, afirmando conhecer deputados do PS "muito incomodados" com a imposição da disciplina de voto.

A meio da avenida, os bombos e apitos tocados por dezenas de gays situados em frente ao cinema São Jorge sobem de tom. Não chegam para calar as palavras de ordem dos milhares de manifestantes que desfilam, gritando vivas à família e condenando o casamento de pessoas do mesmo sexo.

A polícia, atenta à tensão, aperta a segurança, chegando a chamar reforços, pois no fim do cortejo vem um grupo de extrema-direita.

Um incidente é rapidamente resolvido pelos agentes colados a esta contramanifestação e pelos manifestantes de colete amarelo encarregues do cordão de segurança à manifestação. Daí alguém se indigna com a impassividade da polícia, "que sabe que esta não é autorizada mas não faz nada, nem identifica as pessoas".

"Eu amo quem quiser, seja homem ou mulher", respondem, em coro, os apoiantes dos homossexuais. Rui Duarte, um dos presentes, lamenta o que vê e desabafa: "A nossa iniciativa é um grito colectivo contra gente que se manifesta contra os direitos dos outros. Eles estão a ser radicais." Na berma, um espectador faz um lamento ainda mais profundo: "Isto nem devia ter chegado a este ponto..."

 

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