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Transexuais nas mãos de Cavaco à beira das eleições. Jornal de Notícias. PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   
Sábado, 02 Outubro 2010 23:20

Por Nuno Miguel Ropio

 

Promulgados o casamento homossexual e as uniões de facto, que lhe mereceram críticas da Direita, Cavaco Silva terá de analisar à beira das eleições presidenciais o diploma sobre transexualidade, aprovado por uma maioria de Esquerda, ontem, sexta-feira, no Parlamento.

O diploma que simplificará a mudança de sexo e nome no Registo Civil só poderá chegar às mãos de Cavaco Silva ?? seja para veto ou promulgação ?? no princípio de 2011, devido à entrega do Orçamento, na Assembleia da República, e à discussão que motivará este documento nas comissões parlamentares.

Tendo em conta que os projectos do Governo e do Bloco de Esquerda sobre transexualidade, aprovados ontem, sexta-feira, desceram à comissão da especialidade, onde se fundirão num só diploma, Belém voltará a analisar uma questão considerada ??fracturante??, ainda para mais, junto à campanha das presidenciais.

Já o facto do presidente da República não ter vetado a consagração do casamento gay levou alguns sectores católicos a apelar por um candidato alternativo.

Pedro Santana Lopes chegou mesmo a afirmar que a promulgação da lei o fez repensar o seu apoio a Cavaco. Tal como o centrista Ribeiro e Castro, que na próxima semana poderá anunciar a sua candidatura a Belém.

Os dois projectos da futura Lei da Identidade de Género mereceram duras críticas da Direita parlamentar. Se o CDS-PP questionou a ausência da irreversibilidade da cirurgia da mudança de sexo, o PSD pediu a impossibilidade de procriação dos transexuais.

A porta-voz social-democrata, no dia da discussão dos diplomas, a deputada Francisca Almeida, deixou ainda claro que os projectos tratavam de ??desviar as atenções? das questões importantes.

Desde há 15 anos, quando a Ordem dos Médicos se deixou de opor à cirurgia, que a obtenção da identidade dos transexuais só tem sido conseguida através dos tribunais.

Ao JN, a coordenadora do Grupo de Reflexão e Intervenção sobre Transexualidade da Ilga, Júlia Pereira, admitiu que ontem, sexta-feira, ??tratou-se de um dia histórico?. ??Não deveria existir diferenças políticas quando se trata dos direitos dos cidadãos?, garantiu, após a votação.

 

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