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Sexta, 04 Dezembro 2009 00:36

 

Pe. Nuno Miguel Silva Rodrigues, Cssp

Temos assistido ultimamente a um debate aceso acerca desta matéria. E infelizmente com a ascensão das políticas de esquerda na Europa, este assunto tem sido uma bandeira acenada pelos governos de esquerda que a todo o custo procuram, pelas suas condições de maiorias parlamentares, aprovar leis que em nada dignificam a condição humana, o valor do matrimónio e consequentemente as políticas familiares.
Foi o caso mais recente em Espanha. E agora de Portugal. Muita coisa e muitos argumentos se têm dito para tentar defender a todo o custo o ??matrimónio? homossexual: de que os homossexuais são pessoas como nós; de que o amor não tem limites nem fronteiras; de que o importante é gostarem-se e amarem-se; de que todos têm o direito a educar crianças, etc... Argumentos para todos os gostos!
E depois essas políticas de esquerda, no pior do que elas têm, vem dizendo que a civilização e progresso de um País medem-se pela aceitação de tudo isto! De dizer que a Igreja é conservadora pois está a contribuir para o atraso e descriminação deste tipo de pessoas! Enfim, argumentos que mostram humanismos fundamentalistas.
A Igreja sempre teve uma posição muita clara sobre este assunto.

? necessário distinguir quatro planos no tratamento desta questão:
 1º - A condição homossexual;
 2º - Os actos (comportamentos) sexuais através dos quais ela se exprime;
 3º - A sua institucionalização ou reconhecimento legal (Casamento);
 4º - Adopção de crianças
 
Sobre cada um destes níveis, o juízo moral pode e deve ser diferenciado. Senão vejamos em concreto.

1º - A Condição homossexual
A condição homossexual, enquanto ultrapassa a vontade própria, se bem que objectivamente seja uma desordem, subjectivamente não o é necessariamente. Daí a Igreja ter sempre dito que as pessoas homossexuais, como todas as outras, estão dotadas da dignidade inalienável que corresponde a cada ser humano. ? evidente que, enquanto pessoas, têm na sociedade os mesmos direitos que qualquer cidadão e, enquanto cristãos, estão chamados a participar na vida e na missão da Igreja.

2º - Os comportamentos homossexuais
Os actos ou comportamentos sexuais hão-de ser julgados segundo o envolvimento afectivo da liberdade pessoal; é preciso ver se decorrem ou não, e em que medida, de uma condição ou se são uma opção; é necessário saber o grau de consentimento. E neste campo a Igreja é clara ao reafirmar a sua doutrina sobre as verdadeiras características da sexualidade humana: o Sexo é feito para a União entre duas pessoas de sexos diferentes; a União para ser humana deve realizar-se no amor heterossexual;  não existe amor verdadeiro sem compromisso; e compromisso na Igreja é um sacramento chamado de Matrimónio. De outra maneira reafirma: Os significados unitivo e procriativo da sexualidade humana fundamentam-se na realidade antropológica da diferença sexual e da vocação ao amor que nasce dela, abertura à fecundidade. Este conjunto de significados  pessoais faz da união corporal do homem e da mulher no Matrimónio, a expressão de um amor que leva a uma comunhão autêntica.

3º - O reconhecimento legal
Na institucionalização, a questão desloca-se das pessoas homossexuais, na sua condição e actuação, para uma aprovação jurídica equivalente ou semelhante à do matrimónio heterossexual. ? a legitimação de uma desordem. Não se pode apresentar o ??casamento homossexual? como um modelo de união igual ao matrimónio entre homem e mulher. ? uma institucionalização que pedagogicamente é negativa; tenha-se em atenção a necessidade de modelos de identificação para adolescentes e jovens! Aqui o pensamento da Igreja é claríssimo: Se o Estado procede à legalidade de um suposto ??matrimónio? entre pessoas do mesmo sexo, a instituição do matrimónio ficará seriamente afectada. Fabricar moeda falsa é desvalorizar a moeda verdadeira, é colocar em perigo todo o sistema económico. ? necessário proteger a sociedade das pretensões injustas de grupos ou de indivíduos. Não é justo que duas pessoas do mesmo sexo pretendam casar-se. Se as leis o impedirem, não supõe descriminação alguma, antes pelo contrário, seria sim, injusto e descriminatório que o verdadeiro matrimónio fosse tratado como uma união de pessoas do mesmo sexo.

4º - A adopção de crianças
Quanto à adopção de crianças por parte de ??casais? homossexuais, é pior a emenda que o soneto! Não basta o tecto, o pão e os deveres pelo bem-estar, nem é suficiente afirmar que há casais heterossexuais que abandonam, maltratam ou educam mal os próprios filhos, nem que os homossexuais são filhos de casais heterossexuais, pretendendo-se que a heterosexualidade não é assim tão linear nos resultados que produz. Dizia João Paulo II: ??não há razões antropológicas nem éticas que permitam fazer experiências com algo tão fundamental como é o direito dos filhos a conhecer o seu Pai e a sua Mãe e a viver com eles, ou, em seu caso, a contar ao menos com um Pai e uma Mãe adoptivos, capazes de representar a polaridade sexual conjugal?.

Algumas considerações finais:
- Efectivar o reconhecimento jurídico das uniões homossexuais, constituirá um erro e uma injustiça de negativas consequências para o bem comum e o futuro da sociedade.
- Os parlamentares católicos tem o dever moral de expressar clara e publicamente o seu desacordo e votar contra quaisquer projectos de lei que pretendam legalizar tais uniões homossexuais.
- A instituição matrimonial entre homem e mulher é uma realidade que responde ao plano criador de Deus e que para os baptizados é sacramento da Graça de Cristo.
- Neste projecto de civilização do amor e de comunhão heterossexual, as pessoas homossexuais serão respeitadas e acolhidas com amor.

Actualizado em Sexta, 04 Dezembro 2009 00:54