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Bento XVI poderá falar sobre aborto e casamento gay durante a visita a Portugal. SIC. Versão para impressão Enviar por E-mail
Sexta, 26 Fevereiro 2010 19:31

A legalização do aborto e o casamento homossexual são "temas fraturantes" que poderão ser referidos pelo Papa durante a viagem que realizará a Portugal de 11 a 14 de maio, disse hoje o presidente da comissão organizadora.

 

Por Agência LUSA

 

Em conferência de imprensa para apresentação da imagem oficial da visita de Bento XVI, o presidente da Comissão Central Organizadora da viagem, o Bispo Auxiliar de Lisboa, Carlos Azevedo, revelou que estes "temas fraturantes" poderão ser referidos pelo Sumo Pontífice.

"O Papa poderá, ou não, fazer uma referência a estas situações perturbadoras da família, que é uma insistência da Igreja Católica, e uma vez que o Santo Padre tem feito a defesa dos valores da família", disse.

O bispo sublinhou que "a defesa dos valores não deve ser confundida com atos legislativos".



Mensagem de Bento XVI

Questionado se a catástrofe na Madeira, provocada pelo mau tempo do fim de semana passado, poderia ser abordada pelo Papa, Dom Carlos Azevedo disse ser ainda "muito cedo" e lembrou que a Igreja Católica tem manifestado a sua solidariedade.

"Contigo caminhamos na esperança" é a mensagem que a visita do Papa pretende transmitir, apoiando-se em imagens hoje apresentadas - e, que se encontram também na Internet para divulgação de informações sobre o evento.

A imagem oficial apresenta "uma narrativa gráfica dirigida ao subconsciente coletivo, visando conduzir a população portuguesa para uma experiência espiritual da missão e sabedoria que se espera com a visita do Sucessor de Pedro", segundo a informação oficial.

Estandartes, lenços, medalhas e camisolas são exemplos de produtos de "merchandising" que deverão utilizar esta imagem, na qual se destaca uma cruz amarela que resulta do isolamento do gesto de saudação e bênção de Bento XVI.



"Vestir" as janelas e o corpo "com alegria"

O bispo Carlos Azevedo convidou Portugal a vestir as janelas das casas e o corpo "com alegria" para receber a mensagem do Papa.


Para o presidente da Comissão Organizadora da visita, é difícil ficar indiferente a um evento com esta a importância.

"Queremos encontrar força missionária para desinstalar católicos adormecidos ou parados em beatismos sem espiritualidade e que, por isso, não renovam a face da Terra", disse.



Bento XVI retribui visita a Cavaco Silva

Dom Carlos Azevedo anunciou que, em Lisboa, Bento XVI irá ao Palácio de Belém, em retribuição pela visita de Cavaco Silva ao Vaticano.

Estão ainda agendados encontros com o primeiro ministro, com o ministro dos Negócios Estrangeiros e com outros ministros, como a da Cultura, que estará presente num encontro com personalidades do setor no Centro Cultural de Belém a 12 de maio.



Beatificação de Lúcia

O responsável disse que, no decorrer da visita, não deverão existir novidades sobre a beatificação da Irmã Lúcia, um processo que "está a correr em várias congregações".

Questionado sobre os custos desta visita, Dom Carlos Azevedo disse que deverão ser os menos possíveis, "dada a situação do país".



Custos da deslocação do Papa a Portugal

No Porto, os custos do altar estão a cargo da Câmara Municipal, "o que não acontece em Lisboa", estando igualmente previstas despesas com o alojamento num hotel da Lisboa para o séquito papal.

Em Fátima, adiantou, "Nossa Senhora protege todos e acolhe", pelo que a despesa não deverá ser significativa.

Até ao momento, a organização aponta para uma participação de centenas de milhares de pessoas nos eventos em que Bento XVI participará: 150 mil pessoas no Terreiro do Paço (Lisboa), 250 mil na Avenida dos Aliados (Porto) e 500 mil no Santuário de Fátima.

 

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