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Pátria. Gonçalo Reis Torgal. Diário do Minho. Versão para impressão Enviar por E-mail
Terça, 01 Junho 2010 10:45

    Gonçalo Reis Torgal

 Gonçalo Reis Torgal

 

Decidiu o Senhor Presidente da República, Senhor Professor Cavaco Silva, aprovar o casamento gay, a mais estapafúrdia das leis que este governo, apoiado na Oposição dita de esquerda, resolveu parir. Não usou o Senhor Presidente do agir em consciência, na conformidade com os princípios que proclama seguir, mas tão-só, como aliás já nos habituou, de acordo com a mesquinhez de seus calculados interesses, capeando-os de um patrioteiro servir a Pátria. Aprovando a lei, o Senhor Presidente da República, concordou com ela e fê-la sua, com o que agiu ao arrepio do que ficara bem claro, quer no pedido de referendo, quer nas diferentes manifestações então realizadas e opiniões expostas e traiu a maioria do Povo que o elegeu e que diz representar, à custa de um servir uma minoria, poderosa é certo ?? por isso a temeu ?? o loby gay, e a pseudo modernidade de um projecto que contraria não só a raiz cristã de onde decorre a civilização ocidental de que a Europa é ponto de partida, mas o sentido de humanidade e humanismo e o bom senso, se é que não traiu a Constituição, pese embora o douto (?) despacho do Tribunal constitucional. Mais uma vez o Senhor Presidenta da República (ou terá sido tão-só o ??Senhor Silva??) agiu sob a capa do manhoso oportunismo que o caracteriza, por força daquela, excepção, por certo, que fazia com que o Conde Lippe recusasse os Algarvios (onde tenho bons Amigos ?? olá manos Ramires; vivam Lisa e Vila; como vai Amigo Francisco e sua simpática Mulher, minha Senhora; um ABRA?O Toi!) para corneteiros do exército. A lei era aprovada em segunda votação? Seria! Mas em que é que isso prejudicava o país e contribuiria para a crise? Se houvesse a teima de só legislar bacoradas, mais clara ficava a incompetência governativa do governo socretino e a incapacidade da dita esquerda para além de fretes ao loby gay. Ganharia projecção o pifador de gravadores e a parisiense artista, além disso mais nada. Honra ganhava o Senhor Presidente. A honra que teve em tempo e por isso passou á História Sua Majestade o Rei da Bélgica que abdicou para não ir contra a sua consciência. A consciência que parece não ter o Senhor Presidente nem os tarimbados nas jotas, hoje presidentes de um pseudo governo e uma pseudo oposição. Assim, com esse patrioteirismo balofo apenas se irmanou aos dois ??Sócrates? ?? o rosa, o verdadeiro e o laranja, o de saldo. Patrioteirismo que alguns fazedores de opinião dizem "sentido de estado" mas não, passa de um oportunismo evidente: Sócrates, o real, não quer deixar o poleiro do poder, pois tal buliria com a sua enorme vaidade e significaria o seu fim político; Passos Coelho, sócrates de imitação, não deseja ser [ainda] poder num período de tanga, para não ter de fazer como o fujão do Dr. Barroso, até porque tachos como aquele nem sempre aparecem, melhor já não existem, numa Europa a degradar-se por perda ou inversão (ausência) dos valores que a forjaram. No entretanto, cumpliciando o ??roubar? o Povo, o PSD vai dando a mão ao governo sempre que este a pede ou mesmo não pede: recorde-se a lei que nada legislava, como hoje se sabe, que um deputado de somenos, que nem o nome lembra, levou a correr, ao Parlamento a fim de evitar a derrota parlamentar do PS com a lei da "avaliação dos professores"; a pressa com que Passos Coelho foi igualmente a correr a S. Bento convidar para um tango, que não sabia dançar, tão-só para entrar no baile, sem cuidar de marcar regras e objectivos; a nega com que o melífluo João Bosco (da Mota Amaral para os continentais) impediu a audição das escutas, comprometedoras (tudo leva a supor) que ele próprio pediu (pelo que não via nisso nenhuma ilegitimidade) e o Juiz de Aveiro despachou, prova também da legitimidade da sua chegada à torpedeada Comissão de inquérito. Escutas das conversas entre o Eng.º Sócrates e o Dr. Vara, o tal que vimos sustentando para nada fazer na Administração do BCP, na mais gritante situação de pouca vergonha entre as muitas que por aí vão para descrédito do país e do governo, pese embora o caso indigne outro comilão dos bens do estado, o Comendador Brardo que, mantém a sua Colecção de Arte no CCB pelo meu esforço e pelo Vosso, Leitor Amigo. Mas, não é apenas o PSD que ??apoia? o governo socretino. Este vai-se mantendo a coberto do resto da oposição, que no conjunto forma, insisto em dizê-lo, a mais incapaz Assembleia da República que se formou no pós Abril. Pois não clama constantemente o CDS, contra a incapacidade do (des) governo socretino, mas, pressuroso, se acolhe numa morna ("tu não és quente, nem frio, és morno, por isso me enojas e te cuspo" lê-se na Palavra de Deus) abstenção quando é posta em causa a seriedade e capacidade do Governo com a moção de censura do PCP? Pois não é este mesmo PCP que acorre a apoiar o Governo no processo do TGV que começa num nada (Poceirão, com todo o devido respeito para com esta povoação que nem sei onde fica) e acaba em parte nenhuma (fronteira do Caia, onde, malgrado as promessas do governo do tsunami Zapateiro, correndo em auxílio do Amigo Sócrates, não terá ligação a Madrid e mesmo que tenha será um sorvo de prejuízos)? Ele, PCP e o BE, que tanto barafustam contra o governo e os poderosos são assim céleres a proteger os interesses desse mesmos poderosos, pois não ignoram que em Portugal só uma empresa pode colaborar no TGV, a Mota Engil, do Amigo Jorge Coelho. As demais, são quatro estrangeiras. Onde está a coerência!? O dinheiro do TGV podia minorar o roubo ao Povo, mas os Partidos estão-se marimbando para o POVO! O Povo que, como já dizia Eça, "é aquela raça de homens com instintos sagrados e luminosos, com divinas bondades"; do Povo são "estes Homens que nos alimentam"; "que nos vestem"; ??que nos (a eles) nos enriquecem"; "que nos defendem"; "que nos servem". "? por isso, prossegue Eça, que os que têm coração e alma, devem lutar e combater pelo Povo." Combate e luta que ninguém está verdadeiramente disposto a travar, porque não há coração e alma venderam-na ao economicismo ou ao laicismo fanático e beato.


Vem hoje no fim, para variar, a razão do Título ?? PÁTRIA. Podia tê-lo colhido em qualquer parte, vem, para não fugir à regra de um livro ?? Pátria (Fatherland, no original) de Robert Harris, Edição da Bertrand. ? uma ficção como ficção, no meio do tanto patrioteirismo denunciado é a que julgamos ter, penhorada que está à Europa. Ausente de sentido já que ignora o POVO, que vende a pataco aos interesses estranhos. Ora sem POVO não há Nação nem Pátria. A nossa se não acabou, está para acabar, mas isso serão contas de outro rosário.

 

Actualizado em Quarta, 02 Junho 2010 13:31