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Afinal havia outra. Gonçalo R. Torgal. Diário do Minho Versão para impressão Enviar por E-mail
Segunda, 30 Novembro 2009 00:41

 Reis Torgal

Gonçalo Reis Torgal

Claro, Amigo Leitor (hoje não acresço mais alguém ao número conhecido de leitores, não soube de algum mais), que não venho aqui, hoje, falar das cantigas pimbas, algumas, expressas em excelentes vozes de cantores, que entraram no goto e gosto popular como é o caso deste Marco Paulo, julgo, a quem, com vénia roubei o título desta Crónica.
A pimbice hoje é outra.
O leitor lembra-se de eu, muito atempadamente, ter vindo aqui chamar a atenção para a caterva de disparates políticos em que o PPD/PSD (para agradar ao Dr. Santana Lopes, que, afinal, parece, embora não haja parecido, é das poucas pessoas com senso no partido; intencionalmente escrito com minúscula; e isto para não escrever escaqueirado)?
Dessas reflexões, que se mostraram depois totalmente de acordo com a realidade ?? verdades puras, portanto - dei ainda atempadamente conta a Amigos que têm, ou julgava eu que tivessem, voz no PSD em vigor. Não me quiseram ouvir e um, posteriormente, sofrido o mal por força da caramunha, grande manda chuva no partido, castigou mesmo o meu desabafo de desilusão (por ter de gramar outra vez este governo socretino e não PS): - Você é bom rapaz, mas diz muita asneira! Respondi e respondo hoje ao meu interlocutor, dinossauro excelentíssimo da politica autárquica e barão (ou mais) inamovível do PSD: Pois é, mas as minhas ??asneiras?, como lhe chama, não afectam o país (também não merece maiúscula), mas as suas e dos seus, afectam e bem; são a nossa desgraça. Pois não foram as minhas ??asneiras? que custaram ao PSD menos quase uma vintena de Câmaras e mais uma derrota eleitoral a nível nacional, que aliás, parece os deixou felizes. Foram apoios e decisões inacreditáveis daquele meu interlocutor e outras mais ??altas? (??!!) figuras emblemáticas deste PSD.
Ora entre esses disparates políticos de que eu acusava o PSD contava-se a sem razão, parecia, da candidatura como cabeça de lista aqui por Braga do Doutor João de Deus Pinheiro, assente, parecia, no facto de em tempos (lá nos longes da história da Universidade) ter sido magnífico Reitor da Universidade do Minho.
Mas, julgo sabê-lo agora, a sem razão não era a razão.
Afinal havia outra!
O caso é que este PSD, surdo cego e mudo, perante a realidade que criara, estava convencido que ganharia as Eleições, como deveria - e mais, como poderia ter ganho.. Assim sendo, o Dr. João de Deus Pinheiro seria proposto e eleito Presidente da Assembleia da República. 
Só que, como diz o Povo, ??contar com o ovo no cu da galinha? dá geralmente mau resultado e o Dr. João de Deus Pinheiro só deu a este PSD a ??glória? de poder figurar no florilégio das estórias da Assembleia da República como o deputado meia hora.

Mas não se quedou (se queda) este PSD, por aqui, no haver de outras razões.

Lembra-se o Leitor que este PSD jurou a pés juntos que na Assembleia logo votaria de modo a acabar-se de vez com o iníquo caso da avaliação dos professores, falso caso aliás, só consentâneo com a burricada das sucessivas leis do gang do deseduqês que comandou os destinos de uma pasta ministerial, que, em contra senso, se dizia da Educação. Aberrante chorrilho de disparates que liquidou, por muitos e maus anos a Escola em Portugal.

O Povo (também hesitei em maiusculizar a palavra) acreditou e muitos por essa Razão terão votado no partido da Doutora Manuela Ferreira Leite.
Enganou-se! A razão já não era. Consequentemente também já não havia que votar o fim do descalabro de modo a passar um pano húmido ?? que, como diz o Povo, devia ser dado, encharcado, na cara (o dito popular diz nas trombas, mas como é uma Senhora?) da pseudo ministra e dos seus apaniguados, tal o mal que causaram à Educação ?? sobre esse triste monumento á estupidez governativa e começar-se a pensar seriamente na ESCOLA PORTUGUESA eternamente adiada como ESCOLA DEMOCRÁTICA, ou seja do POVO, para o POVO, pelo POVO.
Assim, na primeira oportunidade, este PSD renegou-se a si próprio e deu a mão ao PS tão-só para não possibilitar à demais oposição e sobretudo ao CDS um ganho político. A Escola Portuguesa que se lixe. Era a outra razão. Sim porque afinal [também, aqui] havia outra. 

Como não há duas sem três vem aí a terceira.

Na Campanha eleitoral nunca este PSD se mostrou aberto ao casamento gay. Também é verdade que nunca se mostrou contra e até, aqui e ali, deu sinais de ??abertura? (eu acho que é fechadura, mas assim penso eu, não o PSD).
A verdade, porém, é que se este PSD, tivesse consciência do ser e estar dos seus votantes (não digo militantes e pseudo-militantes) saberia que, pelo menos, devia presumir que a maioria dos que o apoiam nas urnas está contra uma leviana aprovação da lei, na, A.R. ?? cuja representatividade para o efeito é, pelo menos questionável. Ou seja que em Portugal se permita o casamento homossexual, mesmo que disfarçado de um caridoso e generoso casamento entre pessoas do mesmo sexo. Casamento, aliás, anti-constitucional, e anti-sentido dos direitos universais dado que, quer a Constituição Portuguesa quer a legislação internacional consagram o casamento como contracto (já nem falo do sacramento) entre pessoas de sexos diferentes. Essa era a verdade, no mínimo, presumível, logo a razão de qualquer posição a assumir por este PSD., ou seja, exigir que o assunto fosse debatido com clareza e universalidade pelos portugueses. Mas, logo o líder da Bancada deste PSD veio a terreiro dizer que a AR tem legitimidade para discutir e votar a questão. Passo, por agora, pela cautelar e natural posição de um líder: - Não pode, de modo algum, assumir publicamente uma posição pessoal. Se fora um outro deputado podê-lo-ia fazer. Líder, NUNCA. Ao fazê-lo assume-se como Voz do partido e não passa de um eufemismo dizer que a opinião é só dele, Dr. Aguiar Branco. Só pergunto: Quem lhe conferiu voz para tal?
Voltamos ao já visto, isto é, repete-se a declaração favorável ao Aborto da Drª Paula Teixeira da Cruz.
O PSD (este ou outro), tem no mínimo de dar voz aos seus eleitores, dado que, de modo algum (nem ele nem ninguém, excepto o CDS no sentido oposto, já que sempre se afirmou claramente contra esse simulacro de casamento) pode afirmar estar mandatado pelo voto popular. A falácia pode ser assumida pelo PS. Melhor pela maioria socretina, para quem a verdade é de somenos, e, com indiscutível validade pelo BE (sempre claramente a favor), nunca, porém pelo PSD, mesmo que fundado, agora, em mais um trocar a razão nunca proclamada na campanha por um outra vez: ??Afinal havia outra?.
Aliás sobre esta posição de legitimidade, a Drª Isilda Pegado da Plataforma Cidadania e Casamento, pergunta no Público (18/11/2009): - ??Quem sabe se o casamento entre pessoas do mesmo sexo é consensual? A Comunicação Social? As sondagens (que não foram feitas, nem querem fazer, acresço eu)? A tal cúpula de um ou dois Partidos??
? certo que também o próprio Público já se proclamara senhor da verdade, escrevendo, no seu editorial de 09/11/2009: "O casamento entre pessoas do mesmo sexo é um direito que deve ser reconhecido por uma sociedade que defende a igualdade e rejeita a discriminação. ? um passo em frente num país que progressivamente se liberta de preconceitos e evolui no sentido da tolerância".
? igualmente verdade que em Portugal há uma pessoa que não tem dúvidas, não apenas sobre essa legitimidade, como sobre o afirmar que, assumindo o casamento gay, Portugal ingressa ??na linha da frent?e dos países (??!!!). Essa pessoa é a Drª Fátima Campos Ferreira, proclamou-o bem alto no seu (mas por nós pago com língua de palmo) Programa ??Prós e Contras?, onde - tal era a certeza de ser senhora da verdade e a sua  habitual  e interesseira submissão ao Poder -  se recusou a fazer, o que o por E-mail lhe pedi que fizesse, se sério fosse o seu Programa e não, como tem sido, mais um elo da Propaganda socretina, ou seja: perguntar olhos nos olhos, sobretudo ao politico profissional que é o Senhor Ministro Lacão, se realmente tem a certeza de que TODOS os Votos no PS, conferiam uma indiscutível legitimidade de este partido, na sua actual socretina expressão de cozinhar, e aprovar o ??casamento gay?.
Fátima Campos Ferreira e o Ministro Lacão sabem bem que só a pressão do poderosíssimo Lobby gay - que já comandara a acção do Pinóquio da Sapataria da Esquina, tsunami da outrora honrada Espanha, quando impôs à maioria do Povo Espanhol, que teve a honesta coragem de concentrar na Cibelles mais de um milhão de opositores ao cozinhado legal - impôs à teimosia arrogante do Eng.º. Sócrates o processo do casamento gay, remetendo para segundo plano um deficit no seu esplendor mais alto, nunca sonhado; um débito ao estrangeiro, á beira da bancarrota; um desemprego nunca visto, já na casa dos dois dígitos; uma economia em descalabro; uma saúde posta em causa (disfarçada na acção à Gripe A, feita ??Avaliação dos Professores? como escapatória da verdadeira situação da Saúde) e onde não há enfermeiros, escorraçados por força de um imperativo economicismo; a pobreza já não apenas camuflada, mas mais do que evidente na fome que muitos já passam; uma insegurança angustiantemente aflitiva; uma inexistente ou inoperante justiça, uma mais do que constatada, mas escondida ou salvaguardada corrupção.
O Eng.º Sócrates e a Drª Fátima Campos Ferreira sabem-no bem (e sabem que nós sabemos), mas não prescindem nem podem sobreviver sem esse poderosíssimo apoio e o frete correspondente. Quiçá não sofra essa pressão este PSD, mas aí voltamos ao por onde começámos: Afinal havia outra.
Qual é essa outra razão não está claro num partido verdadeiramente escaqueirado onde os barões parecem empenhados em imporem um Sócrates de Saldo, na figura do Dr. Passos Coelho e o Professor Marcelo comodamente se recusa a assumir um dever que tem, já não digo para com o PPD/PSD, mas para com o Povo português.

Em suma, na pimbice politico-governativa portuguesa, como na canção de Marco Paulo, nunca se foge ao ??Afinal havia outra?, nem que seja o maior dos embustes ou a mais retinta mentira.

Pelo sim pelo não acautelemo-nos. Perante o que por aí vai, e atentemos no aviso do dia que por E-mail nos chega: "Não vire costas à disfunção eréctil, não vá ela melhorar de repente"

Nota ?? Não se fique por um dar-me razão ou negar-ma. Assine a petição de referendo. Se não souber onde contacte-me ( Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar ) eu digo-lhe.

Actualizado em Sábado, 12 Dezembro 2009 20:21