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Gay doador de esperma ganha direito a dividir a custódia dos filhos. Reino Unido. Semanário Expresso online. Versão para impressão Enviar por E-mail
Terça, 30 Novembro 1999 00:00

Um gay britânico doou o seu esperma a um casal de lésbicas na condição de manter contacto com os filhos. Quando a mãe das crianças o quis impedir, foi a tribunal e ganhou o direito de dividir a custódia.

Por Leonor Veiga

 

A história começou quando este homem, cujo o nome não foi divulgado por questões legais, publicou um anúncio na revista "Gay Times" com o título "Homem gay quer ser pai". No texto, dizia-se um profissional que tinha tudo o que desejara menos filhos e oferecia-se para doar o seu esperma, na condição de ter "um pouco de envolvimento" na educação dos filhos.

O casal lésbico escolhido teve dois filhos, atualmente com 7 e 9 anos, sempre da mesma mulher. Acontece que a mãe das crianças acabou por quebrar com o combinado quando afastou os filhos do pai biológico por este "negligenciar a sua companheira".

O pai resolveu responder com uma ação judicial, que acabou por ganhar, tendo assim o direito de dividir a custódia dos filhos com as mães.

  

Juíza diz que caso é uma "grande vergonha" 

A juíza que analisou o caso, Jill Black, diz ter compreendido a importância da participação da companheira da mãe na vida das crianças, mas recusou-se a afastar o pai, como o casal pedia.

Disse ainda que era importante o caso ser resolvido da melhor maneira, para bem das crianças. "Se os adultos não conseguirem resolver as coisas através da comunicação, as crianças inevitavelmente vão sofrer", disse a juíza, acrescentando que "os adultos também podem pagar o preço quando as crianças forem suficientemente adultas para entender o que aconteceu".

A juíza afirmou ainda que a luta pela partilha da guarda das crianças com o pai é uma "grande vergonha" e que "a infância passa muito rápido e, apesar de apreciar o facto de ambos os lados pensarem estar motivados pela preocupação com as crianças, é também muito triste ver esse tempo a passar com a energia voltada para disputas e litígios entre os adultos".

 

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