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Mulheres do Século XXI discutem a importância da família ao almoço. Jornal A Bola online Versão para impressão Enviar por E-mail
Sábado, 07 Julho 2012 00:37

Texto Rui Miguel Melo

Foto Sérgio Miguel Santos

 

Almoço 

 

Mais uma vez, de três em três meses, as Mulheres do Século XXI voltaram a reunir-se ao almoço. Esta sexta-feira, no Jardim Botânico da Ajuda, o sétimo almoço foi dedicado à família. Em altura de profunda crise, como pode a família ajudar?

 

Fátima Fonseca, professora e presidente da CENOFA (Centro de Orientação Familiar) foi a oradora convidada. A meio de um arroz de pato e já depois de um gaspacho à alentejana, a docente discursou sobre a família. Casada há 40 anos, mãe de sete filhos e avó de oito netos («por enquanto», como fez questão de lembrar), alertou para a importância da família em tempos de crise.

 

«A família é uma âncora, algo que nos faz crescer como pessoas. E preocupa-me observar que, desde 1995, as taxas de natalidade e o número de casamentos não param de descer, enquanto os divórcios sobem», ressalvou a docente, pós-graduada em Mediação Familiar.

 

Fátima Fonseca deixou uma mensagem a todas as presentes: utilizar as vogais para realçar a importância da família em tempos de crise: «A, E, I, O, U. Amor, empatia, iniciativa, otimismo e união.»

 

Perto de 240 mulheres assistiram com atenção à intervenção da pedagoga. Para a professora, a crise não é apenas financeira: a própria noção de família está transformada.

 

«A crise não é apenas um grupo de pessoas que vive debaixo do mesmo teto. As crises rompem o equilíbrio de uma pessoa. E as famílias ganham um papel cada vez mais importante», relçou Fátima Fonseca.

 

Movimento em crescimento

O Jardim Botânico da Ajuda recebeu o sétimo almoço das Mulheres do Século XXI. O que nasceu de uma brincadeira de três amigas, há dois anos, tornou-se num movimento com cada vez mais participantes. O primeiro almoço contou com 130 mulheres. O sétimo encontro registou o dobro. 

 

Alexandra Chumbo, Sofia Guedes e Theresa Carvalho formaram o grupo Mulheres do Século XXI, um grupo de amigas preocupadas com a crise de valores e o papel das mulheres na sociedade portuguesa. Através das redes sociais, o grupo foi crescendo, crescendo, ao ponto das inscrições para o almoço desta sexta-feira terem limitadas a 240 prsenças. O próximo, daqui a três meses, ultrapassará as 300, estima a organização.

 

«O nosso grupo no Facebook já tem mais de 1300 fãs. Costumamos dizer que somos femininas e não feministas, ativas e não ativistas», explicou Alexandra Chumbo, a A BOLA.

 

Cada encontro tem um tema. E cada tema uma oradora. A plateia tem mulheres de todas as profissões. Os almoços já contaram com a presença de deputadas e apresentadoras de televisão. Margarida Prieto, mulher de Manuel Damásio, antigo presidente do Benfica, participou no encontro desta sexta-feira. Mas aqui não se liga às profissões, apenas ao género. E nenhuma oradora é uma figura pública, apenas uma mulher a partilhar experiências.

 

«Não há protagonistas no grupo. Não trazemos figuras públicas, apenas mulheres normais», resume Alexandra Chumbo.

 

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