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Teresa Leal Coelho "desiludida" com alterações de voto na coadoção. Expresso online. Versão para impressão Enviar por E-mail
Sexta, 14 Março 2014 23:36

Deputada social-democrata defende que os colegas da sua bancada e do CDS que alteraram a votação deveriam ter em atenção estudos científicos sobre a coadoção.

 Teresa Leal Coelho

"Lamento que o tempo tenha feito alguns colegas

da minha bancada como da bancada do CDS

alterar a sua posição", disse Teresa Leal Coelho

A deputada do PSD Teresa Leal Coelho admite ter ficado "desiludida" e "desanimada" com alguns parlamentares que mudaram a votação sobre a coadoção entre a votação na generalidade, em maio passado, e na especialidade, que esta sexta-feira chumbou o diploma.

"Houve deputados na minha bancada que votaram em sentido diverso daquela que foi a votação que tiveram na votação em generalidade. Os motivos por que alteraram a sua posição, terá de perguntar-lhes, eu não sei quais foram", declarou a deputada do PSD.

 Questionada pelos jornalistas sobre se ficou surpreendida com tais mudanças no sentido de voto, respondeu: "Surpreendeu-me e fiquei desiludida. Fiquei pelo menos desanimada. Isto porque, como é do conhecimento de todos, a eliminação desta restrição e a proteção das crianças em causa é urgente. Mas não é só na minha perspetiva: é na perspetiva da Unicef, do Instituto do Apoio à Criança, do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos", elencou.

Se "não tivesse havido alteração do sentido de voto dos deputados na votação na generalidade para esta votação, o diploma teria passado", sublinhou ainda a deputada social-democrata, que votou favoravelmente o projeto do PS de coadoção de crianças por casais homossexuais.

"Lamento que o tempo tenha feito alguns colegas da minha bancada, como da bancada do CDS, alterarem a sua posição, quando se consultarem os estudos científicos e ouvirem as pessoas que têm competência para avaliar a relevância deste diploma verão que o sentido do voto deverá ser favorável à lei da coadoção", sublinhou Teresa Leal Coelho.

A parlamentar chamou ainda a atenção para o que deve ser o papel dos deputados, que não devem votar diplomas "apenas em razão daquilo que é a sensação que têm da perceção dos eleitores" mas sim dando atenção a estudos científicos sobre as matérias em causa.

 

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