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Líder dos Psicólogos Católicos: Filho homossexual é “como ter filho toxicodependente”. Observador. Versão para impressão Enviar por E-mail
Sábado, 12 Novembro 2016 23:09

Na revista Família Cristã, responsável da Associação de Psicólogos Católicos, Maria José Vilaça, compara homossexualidade à toxicodependência. Defensor dos direitos LGBTI pede intervenção da ordem.

 

Por Rui Pedro Antunes

 

A líder da Associação de Psicólogos Católicos, Maria José Vilaça, afirmou em declarações à edição de novembro da revista Família Cristã que ter um filho homossexual é “como ter um filho toxicodependente. Não vou dizer que é bom”. A frase consta de um artigo com o título Rapaz ou rapariga: uma escolha?, numa parte do artigo que tem como subtítulo: “Dicas para os pais”. Pedro José, dirigente da ILGA (associação de defesa dos direitos LGBTI) e fundador do site Escrever Gay, já exigiu uma reação da Ordem dos Psicólogos.

No artigo da Família Cristã, Maria José Vilaça dá aos pais a dica de que é preciso “tentar não ser influenciado do ponto de vista sentimental, moral e ideológico”, ao mesmo tempo a psicóloga — que segundo a revista “acompanha famílias e pais” — defende que para aceitar o filho não é preciso aceitar a homossexualidade. Mas diz mais:

Eu aceito o meu filho, amo-o se calhar até mais, porque sei que ele vive de uma forma que eu sei que não é natural e que o faz sofrer. É como ter um filho toxicodependente, não vou dizer que é bom.»

No mesmo artigo, um professor auxiliar da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, Diogo Costa Gonçalves, também dá conselhos aos pais. Defende que “é preciso criar espírito crítico nos educadores. Nenhum dos nossos pais se sentou connosco a explicar porque é que o casamento é entre um homem e uma mulher. Era dado mais do que adquirido. Neste momento, vou ter de fazer isso com os meus filhos.

Quanto a Maria José Vilaça, em 2007 tinha dado um depoimento ao público antes do referendo à despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez, considerando o aborto um “crime“. Na mesma ocasião, a psicóloga contava até uma experiência pessoal para explicar como considerava um feto um ser humano:

Há cerca de dois anos – uma semana depois da morte do Papa João Paulo II [em Abril de 2005] -, perdi um bebé com oito semanas e o meu marido e eu fizemos uma “despedida cristã.”

Entretanto o ator Manuel Moreira, publicou um apelo nas redes sociais a apelar a que o maior número de pessoas denuncie o caso à Ordem dos Psicólogos: “Para além do nojo e da tristeza que esta notícia me provoca, parece-me que há aqui motivo para investigação. Se te preocupa que esta mulher tenha a vida de adolescentes homossexuais nas mãos, sugiro que envies, como eu já enviei, um email a alertar a Ordem dos Psicólogos Portugueses para o assunto.” De seguida, o ator lembra o e-mail do gabinete do bastonário e o e-mail geral da ordem e remata: “Eu já enviei. Portugal, 2016. Triste.”

Maria José Vilaça também já reagiu, na noite deste sábado no Facebook, questionando: “Leram o texto original? O que disse é que perante um filho que tem um comportamento com o qual os pais não concordam, devem na mesma acolhê-lo e amá-lo. A toxicodependência é apenas exemplo de comportamento que por vezes leva os pais a rejeitar o filho. Não é uma comparação sobre a homossexualidade mas sobre a atitude diante dela“. E acrescentou: “Aliás a pergunta da jornalista que me entrevistou foi mesmo “O que diria a uns pais com um filho homossexual?”

 

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Actualizado em Sexta, 18 Novembro 2016 03:07