Casamento gay pode «comprometer a civilização». IOL Diário. Versão para impressão
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Quarta, 10 Fevereiro 2010 00:08

Professor de Direito Constitucional diz que a lei «vai semear o caos no ordenamento jurídico e gerar grandes conflitos sociais»

por Sara Marques

 

  O professor de Direito Constitucional Jónatas Machado defendeu esta terça-feira que a aprovação do casamento entre homossexuais pode «comprometer toda a civilização».

 

«A alteração de um pilar fundamental da civilização pode comprometer toda a civilização. Não acontece de imediato, claro. Se se legalizar o casamento homossexual ninguém morre, assim como ninguém morre quando começa a fumar ou quando começa a beber. Mas há certas coisas que podem fazer mal aos indivíduos e às sociedades», disse.

Jónatas Machado, da Plataforma Cidadania e Casamento, foi ouvido esta quarta-feira no Parlamento na comissão de Assuntos Constitucionais, e afirmou ainda que «quando se altera o núcleo da família, é óbvio que tem consequências como o decaimento da sociedade», afirmou ainda. E, citando «estudos realizados», afirmou que «as relações homossexuais tendem a ser mais promíscuas do que as heterossexuais, mais violentas e mais instáveis».

O académico afirmou ainda que a legalização do casamento é «uma minoria a impor a sua vontade a uma maioria». «Mas porquê esta minoria?», questionou. «Há mais de vinte orientações sexuais, entre as quais a bissexualidade, a zoofilia. Porque é que só a homossexualidade é que é digna de redefinir o casamento», perguntou ainda.

Jónatas Machado considera ainda que legalizar o casamento homossexual significa retirar desta «instituição multimilenar» a importância do género. «Se o género não importa daqui a pouco vamos também dizer que o número também não importa», afirmou ainda.

O jurista disse ainda que a lei «vai semear o caos no ordenamento jurídico e gerar grandes conflitos sociais». «Noutros países tem havido litígios porque, por exemplo, pessoas que têm restaurantes não quererem servir banquetes para casamentos homossexuais», disse.

A Plataforma Cidadania e Casamento apresentou uma petição a pedir que fosse realizado um referendo sobre o casamento homossexual, mas acabou por ser chumbado na comissão por os deputados considerarem que já não tem «cabimento», visto a Assembleia da República já ter votado a questão do referendo, apresentado inclusive pela mesma plataforma.


 

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