Casamentos em tempo de crise. Jornal de Notícias. Versão para impressão
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Segunda, 08 Novembro 2010 23:59

Texto de Nuno Cerqueira

 

Legalização de casamentos entre pessoas do mesmo sexo está a abrir novas expectativas de negócio num sector que está a sofrer as consequências da crise.

O negócio dos casamentos está em crise. Os noivos têm outras prioridades e pensam primeiro em estabelecerem-se na vida. No entanto, as empresas que fazem do "dar o nó" um negócio já se adaptaram a uma nova realidade: o casamento homossexual.

Mais de 15 mil pessoas passaram este fim de semana pela "Braga Noivos", feira que se dedica ao negócio do matrimónio, apresentando as novas tendências nas diferentes áreas do ramo.

Apesar do grande número de visitantes, não significa que o negócio ande bem, até porque a concorrência é muita e o casamentos estão a diminuir. "Em Portugal a taxa de nupcialidade está a diminuir, mas é no Minho que se nota menos este decréscimo.

Existem seis mil casamentos/ano só nesta região e isto significa que 80% dos casais passam por cá e para quem tem cá um stand, esta é uma oportunidade de enfrentar a crise", explicou Jorge Ferreira, da "Best Events", que promove o certame.

Neste ramo de negócio impera encontrar soluções e novas ofertas. O caminho está na inovação, através de produtos e serviços diferentes. "O facto de levar um carro de topo de gama, criar ementas requintadas e casamentos temáticos são formas de criar alternativas no mercado", referiu Jorge Ferreira, adiantando ainda que as excentricidades são muito procuradas pelos noivos.

Parece haver uma saída para a crise nupcial: o casamento homossexual.

Esta realidade está cada vez mais presente nas ofertas das empresas de eventos, mas de forma ainda reservada.
"As empresas estão adaptar-se a esta realidade e é um mercado em crescendo. São casamentos mais reservados mas há cada vez mais procura", acrescentou ao JN o promotor da "Braga Noivos", assim como os expositores que durante o certame registaram muita procura de cliente específicos.

Entre expositores, reinou um clima de expectativa face ao que 2011 vai trazer a este ramo de negócio.

Uns, admitem que quem quer casar pretende marcar o dia na memória não olhando a preços, mas a maioria percebe que são tempos complicados. "Os casais começam por procurar um casamento de sonho e com muitos convidados. Mas à medida que a data do matrimónio se aproxima, vão cortando no que podem, principalmente no número de pessoas", explicou ao JN Ana Vilaça, responsável por uma quinta para casamentos.

Outros, são mais optimistas "Há cada vez mais casamento temáticos e temos tido bastante procura de casais que querem casar na praia", explicou ao JN Pedro Cardoso do Grupo Imperial, que apresenta orçamentos que ascendem aos 100 mil. "? tudo uma questão de poder de compra e nós tentamos tornar o sonho em realidade. O problema é que há sonhos muito caros. Também há quem quer chegar de helicóptero ao casamento mas isso tem um preço", salientou Pedro Cardoso.

 

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