Procura

Contactos

 Os nossos e-mails:
 cidadaniaecasamento@gmail.com

 Para organização de debates:
debate@casamentomesmosexo.org

 Para envio de documentos:
documentos@casamentomesmosexo.org

 Contacto de imprensa:
imprensa@casamentomesmosexo.org


 A nossa morada:
 Apartado 50.003, 1701-001 Lisboa
 PORTUGAL

 

Ajude-nos

 Transferência bancária:

 NIB 0010 0000 4379 5060 0013 0

 

D. Manuel Clemente espera que deputados reconsiderem leis do aborto e adopção. Rádio Renascença. Versão para impressão Enviar por E-mail
Quinta, 04 Fevereiro 2016 23:51

Cardeal Patriarca acrescenta que abertura a eutanásia pode ser “um assunto muito perigoso”.

 

D. Manuel Clemente
D. Manuel Clemente

 

O Cardeal Patriarca de Lisboa considera importante usar-se bem este novo momento de reflexão e debate na Assembleia da Republica sobre a adopção por casais do mesmo sexo e a interrupção voluntária da gravidez.

Questionado pela Renascença, D. Manuel Clemente diz que estão em causa duas matérias onde não pode haver precipitação porque estão grandes valores em causa. “Faz todo o sentido que volte à consideração dos deputados. Espero, vivamente, que os deputados tomem a sério as observações que o Presidente da República fez porque são de boa parte da sociedade portuguesa”, disse.

O Cardeal recorda que “o direito à vida começa onde a vida começa e a vida em gestação não fica fora desse direito. As pessoas que pretendem eliminar a vida em gestação devem ser devidamente acompanhadas para que percebam que da parte da sociedade há alternativas e em relação à adopção por pessoas do mesmo sexo ela contraria aquilo que tem sido sempre a evidência humana. É um passo em falso a adopção por pessoas do mesmo sexo”.

O Presidente da República vetou as duas leis. O assunto vai regressar ao Parlamento na próxima quarta-feira.

Questionado ainda sobre o manifesto que vai pedir um debate público sobre a eutanásia, iniciativa que junta um conjunto de individualidades da sociedade portuguesa, D. Manuel Clemente é claro na resposta e sublinha que o caminho tem de ser outro.

“É um debate que se vai fazendo. Há pessoas que, mediante doenças, isolamento ou por razões de outra ordem, se sentem pouco motivadas para viver mas essas questões – que são questões reais – são respondidas com mais vida, com mais convivência, com mais companhia. No caso das doenças há os cuidados paliativos e, sobretudo, em termos de convivência”, refere.

O Cardeal reforça que “se nós abrimos uma porta à legalização da eutanásia, estamos a abrir uma porta muito difícil de fechar em que todos nós podemos, mais cedo ou mais tarde, sentir-nos muito inseguros se acabam por ser outros a decidir por nós ou a induzirmos a uma decisão que, no fundo, não seria a nossa se fossemos devidamente aconselhados. É um assunto muito perigoso”.

As declarações do Cardeal Patriarca de Lisboa à Renascença foram feitas após uma conferência sobre o ano da misericórdia na AESE Business School, em Lisboa.

 

Ler notícia no contexto original

Actualizado em Sexta, 05 Fevereiro 2016 00:14